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"Há espaço para todos". Tabuadelo e GTEAM vestem as cores do arco-íris

Pedro C. Esteves
Futebol \ sexta-feira, junho 25, 2021
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Decisão da UEFA proibiu ilumiação da Arena de Munique. Um movimento de solidariedade extravasou fronteiras e em Guimarães pelo menos dois clubes mostram-se solidários com a comunidade LGBTQ+

A decisão da UEFA de rejeitar o projeto da cidade de Munique para iluminar o estádio da capital alemã com as cores do arco-íris no dia em que os germânicos recebiam a Hungria provocou uma onda de solidariedade que extravasou fronteiras. Em Guimarães, a GTEAM e o Águias Negras de Tabuadelo juntaram-se ao movimento e adotaram as cores do arco-íris nas redes sociais. Gesto simbólico, pela "defesa dos direitos humanos", refere José Fidalgo, presidente da GTEAM. 

O organismo que tutela o futebol justificou a decisão por, nos seus estatutos, estar espelhado que "é uma organização política e religiosamente neutra". Argumento que não colheu em Tabuadelo. Bruno Silva, coordenador do futebol de formação, explica: "Foi em conversa com atletas nossas. Falaram sobre o assunto e o clube decidiu participar. É uma forma simbólica de chamar a atenção para a inclusão". "O desporto é um veículo para a inclusão", acrescenta.

 

 

O mesmo foi expresso pela Federação Portuguesa de Futebol que, em solidariedade com a comunidade LGBTQ+ (Lésbicas, Gays, Bisexuais, Trans, Queer e outros grupos) usou as cores do arco-íris nas redes sociais. Decisão aplaudida pela ILGA Portugal (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo). É "um passo histórico a nível nacional, fundamental no desporto profissional em Portugal, que tanto (tanto!) precisa de mudar para garantir o direito à dignidade, inclusão, segurança e visibilidade das pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo", lê-se num comunicado.

 

 

A decisão dos clubes vimaranenses foi bem recebida pela comunidade. "Houve um interesse acrescido, já se começa a chegar um ponto de termos que pensar as coisas de forma diferente. Há espaço para todos", explica Bruno Silva. Na GTEAM, a receção foi idêntica: "Recebemos mensagens a aplaudir a decisão". José Fidalgo realça ainda que a equipa de futsal feminino sempre primou "pela inclusão".