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Pepa: “Esperava uma equipa B e uma equipa sub-23 há muito tempo”

Redação
Futebol \ terça-feira, junho 08, 2021
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O treinador do Vitória frisou que os jogadores sub-19 nem sempre estão prontos para a elite do futebol nacional. Prometeu ainda uma equipa a “jogar olhos nos olhos”, sem definir metas classificativas.

A preparação da versão 2021/22 do Vitória está em marcha, e Pepa mostra-se desde já grato por dispor de uma equipa B e de uma equipa sub-23, nas quais possa observar jogadores e eventualmente recrutá-los para a formação principal. “Estava à espera de ter uma equipa B e uma equipa sub-23 há muito tempo”

“Esperava uma equipa B e uma equipa sub-23 há muito tempo”, afirmou esta segunda-feira no Canal 11. “Há uma diferença muito grande entre os sub-19 e a Primeira Liga. Daí terem-se criado os sub-23”.

Para o treinador que, na época passada, levou o Paços de Ferreira ao quinto lugar, é preciso “dar tempo ao tempo” para que muitos jovens possam render no principal campeonato português, sem “queimar etapas”. No entender de Pepa, é preciso dar “condições” aos atletas desses escalões mais jovens para lidarem com a “pressão” até ao momento em que já não a sintam quando chegam ao topo da hierarquia vitoriana.  

Entusiasmado por ingressar num clube que considera “especial e diferente”, por cultivar as “paixões” que levam os profissionais do futebol a serem “abnegados e resilientes”, o técnico assumiu que havia “vontade de um lado e do outro” no processo que o levou ao Vitória.

Com 179 jogos cumpridos no escalão principal, ao serviço de Moreirense, Tondela e Paços, Pepa diz ter ainda “muito a aprender” e sublinhou o trabalho “exaustivo” em curso para “se criar uma equipa com os pergaminhos do clube”.

Elogioso para com os jogadores que o conduziram ao sucesso no Paços de Ferreira, pela “união” em torno do trabalho que evidenciavam e pela supremacia de dimensão coletiva à individual, o treinador realçou ainda que o modelo de jogo deve adaptar-se às características dos jogadores. “Um treinador também tem de perceber o que tem”, admitiu. “Gosto muito de alas por dentro para libertar os corredores para os laterais, mas não posso insistir num modelo de jogo que não se adapte aos jogadores”.