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Pinto Lisboa discorda da regra dos 5.000 lugares: “Deveria ser percentual”

Tiago Mendes Dias
Futebol \ segunda-feira, dezembro 06, 2021
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Presidente do Vitória disse que há medidas em estudo para ter o maior número possível de adeptos frente ao Tondela. Responsável disse ainda que Edwards está “seguro”.

Mais de um mês depois do último jogo como anfitrião, frente ao Moreirense, o Vitória regressa ao Estádio D. Afonso Henriques com uma nova circunstância em cima da mesa: os adeptos precisam de apresentar teste negativo ao coronavírus para eventos desportivos ao ar livre com mais de 5.000 pessoas. Habituado a assistências superiores, o clube está a estudar medidas que facilitem o acesso dos sócios ao embate de sábado com o Tondela, mas não sem o seu presidente, Miguel Pinto Lisboa, criticar a regra que norteia a obrigatoriedade dos testes.

“Não faz qualquer sentido num clube como o Vitória limitar a lotação, quando já temos mais de 12 mil lugares anuais vendidos”, revelou após uma conferência de imprensa decorrida no D. Afonso Henriques nesta segunda-feira. “Como é que íamos privar os nossos adeptos que já compraram o lugar? Acho que a regra não deveria ser de 5.000 lugares, porque 15.000 pessoas no estádio do Vitória Sport Clube [com capacidade para 30.000] tem um risco menor do que 5.000 pessoas no estádio do Portimonense [cabem 4.961 espetadores]. A regra deveria ser um percentual de ocupação do estádio e não um número absoluto”, acrescentou.

Para garantir que o maior número de vitorianos possa usufruir do próximo embate, Miguel Pinto Lisboa disse que o clube está a pensar em soluções relacionadas com testes e “pontos de testagem” para assegurar que o público dá “força” que “catapulta” os homens de Pepa para “um nível superior”.

A propósito do mais recente jogo da equipa treinada por Pepa, que acabou com um triunfo por 2-1 no reduto do Paços de Ferreira, Miguel Pinto Lisboa disse que o plantel trabalha para ter “as melhores prestações” pelo maior “espaço de tempo”, com a “convicção” de que vai “subir na tabela classificativa” – os vitorianos ocupam o sétimo lugar da tabela, com 19 pontos.

Questionado sobre o futuro do extremo Marcus Edwards, autor de cinco golos na presente época, o presidente do clube minhoto realçou que o atleta inglês tem contrato válido até ao final da época 2023/24, estando por isso “segura” a sua permanência quanto à próxima ‘janela de transferências’.

O dirigente comentou ainda o jogo da 12.ª ronda entre Belenenses SAD e Benfica, no qual os ‘azuis’ entraram em campo com nove elementos, tendo realçado que o jogo não deu “nada de positivo à imagem do futebol português”.

“Essas situações acontecem às vezes por falta de comunicação entre as partes. Havendo a possibilidade de os jogos serem feitos com o número de atletas necessários para o jogo, devem ser feitos. Temos de respeitar o calendário, mas também a integridade da comunicação”, disse.