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Pró-Nacional: está de volta um "campeonato extremamente competitivo"

Hugo Marcelo
Futebol \ sexta-feira, setembro 10, 2021
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O radialista António Silva, da Rádio Alto Ave, perspetivou a edição de 2021/22 e abordou o potencial dos sete clubes vimaranenses integrados na Série B: “é necessário ser competente neste campeonato”.

Quando amanhã, dia 11 de setembro, soar o apito inicial em Arões e em Ponte e a bola começar a rolar significa que está lançada a edição 2021/2022 do Pró-Nacional. O CD Ponte e Os Sandinenses GDRC são as primeiras equipas vimaranenses a entrar em ação no campeonato distrital, mas não são as únicas. A Série B, composta por 14 equipas, tem sete emblemas da cidade de Guimarães. Nos próximos dias, a ação vai chegar também ao Brito SC, CCD Desportivo Ronfe, CC Taipas, GD Serzedelo e GD União Torcatense.

Neste fim-de-semana dá-se o início de uma maratona de 26 jornadas. As sete equipas vimaranenses têm a ambição de alcançar o primeiro lugar da tabela classificativa da série até ao final do mês de abril do próximo ano civil, momento em que se vai dar por concluída a primeira fase. Segue-se depois a fase para apurar o campeão: no início de maio, os vencedores das duas séries – A e B – vão encontrar-se para determinar o vencedor absoluto da competição da Associação de Futebol de Braga. Para além do troféu, o campeão ganha ainda a promoção ao Campeonato de Portugal, uma competição nacional. Para perspetivar a época desportiva de “um campeonato extremamente competitivo”, o Tempo de Jogo esteve à conversa com António Silva, radialista da Rádio Alto Ave e do programa Grande Área.

A (quase) normalidade e as boas mudanças, apesar do formato

Há uma palavra-chave no discurso de António Silva: competitividade. O homem que dá voz a muitas partidas distritais espera que seja um campeonato competitivo e elenca as razões que o levam a crer nesse cenário. Enaltece “o arranque do campeonato em setembro, nunca em agosto” até porque, tratando-se de equipas distritais e, portanto, não profissionais, o início do campeonato em mês de férias fazia com que “o trabalho de pré-época nunca fosse naturalmente dentro daquilo que deveria ser”. Pelo que tem observado, acredita que as equipas se estão a preparar “muito bem para o arranque do campeonato” e acrescenta que o “trabalho que se faz no Pró-Nacional roça o profissionalismo” porque os treinadores são “exigentes” e “dedicam-se de corpo e alma aos seus projetos”.

Com público nas bancadas – ainda que com restrições – e, portanto, com “um arranque dentro daquilo que será aproximadamente a normalidade”, António Silva aponta as boas indicações para a edição que agora tem início, mas lamenta o formato escolhido. Em consequência do alargamento do campeonato – e de forma a abarcar as 28 equipas distribuídas pelas duas séries –, a competição divide-se em duas fases: a regular e a do apuramento de campeão. O radialista admite que “já tivemos essa competitividade em duas séries” na época transata, mas considera que é um modelo “prejudicial” e acredita que se o campeonato fosse disputado apenas por uma série “teríamos aqui um campeonato extremamente competitivo, interessante até, e motivador para os vários clubes da região”.

Série B: aqui é mais difícil garantir um lugar de sonho

É na Série B do Pró-Nacional que se encontram os sete clubes de Guimarães. No mesmo grupo vão estar integrados dois emblemas de Fafe – ACD Pica e Arões SC –, dois de Vizela – CCD Santa Eulália e AD São Paio SC –, dois de Vila Nova de Famalicão – Ribeirão 1968 FC e GD Joane – e outro de Vieira do Minho – Vieira SC. Antes de fazer a análise desta série, que “vai ser interessante de acompanhar”, António Silva sente-se na obrigação de reforçar o “comportamento e o trabalho desenvolvido até ao momento de todas as equipas”, sejam de uma ou de outra série. Por ser “composta por clubes que, no passado e até recentemente, se habituaram a outros campeonatos”, acredita que “a Série B é claramente a mais competitiva” e é neste grupo que será mais difícil “de se atingir um lugar de sonho”.

Quando chega a hora de prognosticar que emblemas vimaranenses se podem evidenciar mais facilmente nesta série, António Silva menciona o GD Serzedelo e Os Sandinenses GDRC: “foram as equipas que melhor se reforçaram para poder atingir o lugar de sonho”, justifica. Dos primeiros, enfatiza “os reforços” e “o treinador que contrataram”, Filipe Gonça, especialmente por causa da “ambição” que terá por “ter ali um clube que pode potenciar a sua carreira”. No clube de Sande pesam as razões históricas, mas também a atualidade. Trata-se de um clube que “habituou-nos, durante muitos anos, a estar nos campeonatos nacionais” e que “se reforçou muito bem”, para além de ter “um Team Manager (Tiago Carneiro) muito experiente”. No entanto, apesar de destacar estes dois emblemas, o radialista considera que “também o Taipas, Ribeirão, Santa Eulália e Vieira SC são candidatos crónicos pelo seu passado e pelo seu presente”. Não termina sem antes alertar: “o futebol é sempre uma caixinha de surpresas e é necessário ser competente num campeonato tão exigente”.

 

Série A: Académico FC Martim, AD Ninense, Dumiense CJP Futebol SAD, FC Amares, FC Marinhas, GFC Pousa, GD Porto Ave, GD Prado, GDR Esporões, Santa Maria FC, S. Paio Arcos FC, SC Cabreiros, SC Ucha, UD Vila Chã.

Série B: ACD Pica, AD São Paio SC, Arões SC, Brito SC, CC Taipas, CCD Desportivo Ronfe, CCD Santa Eulália, CD Ponte, GD Joane, GD Serzedelo, GD União Torcatense, Os Sandinenses GDRC, Ribeirão 1968 FC, Vieira SC.

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