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Tatiane Pacheco surpreendida pela positiva com Liga Skoiy

Tiago Mendes Dias
Basquetebol \ domingo, maio 02, 2021
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Atleta está de volta à seleção brasileira de basquetebol, após uma temporada numa liga “equilibrada”, que considerou ter “bom nível”.

Após a primeira temporada em Portugal, cumprida entre outubro de 2020 e abril de 2021, Tatiane Pacheco já está de malas feitas para disputar o principal campeonato brasileiro, que se disputa entre maio e o final de agosto. A jogadora vai regressar ao Sampaio Corrêa, emblema do estado nordestino do Maranhão pelo qual se sagrou campeã em 2019, e ainda não sabe se regressará a Guimarães na próxima temporada. “Ainda não parei para pensar. Só quando acabar a Liga brasileira”, refere ao Tempo de Jogo.

De regresso ao país natal, tal como a colega Bárbara Souza, que vai representar o sulista Blumenau, de Santa Catarina, Tatiane mostrou-se agradada com o que encontrou em Portugal. “Foi uma liga jogada num bom nível por todas as equipas”, descreve. “Até as equipas que ficaram nos últimos lugares deram muito trabalho às equipas que da parte de cima da tabela. Foi uma liga muito equilibrada, que me surpreendeu positivamente”.

Apesar de toda a experiência, a basquetebolista teve de se adaptar ao estilo de jogo luso, mais pensado e pausado do que o brasileiro, “mais rápido e mais físico”. “Na América do Sul, em geral, os contactos são mais duros. Para me adaptar nesse sentido, também foi difícil”, admite.

Tatiane reconhece assim ter aprendido algumas coisas na passagem pela cidade-berço, mas também ensinado outras; entre elas, contam-se os “cuidados pré-treino” com as questões físicas, mas também o posicionamento em campo e “alguma leitura de jogo” às atletas mais jovens. “Tentava auxiliá-las ao máximo. As mais velhas já têm mais essa noção, mas as mais novas, porque estão a chegar agora à cena, precisam de perceber situações de jogo diferentes”, explica.

 

 

O sonho olímpico

Tatiane Pacheco está de regresso à seleção brasileira para cumprir um estágio entre 21 de maio e 07 de junho, que serve de preparação para a Women's AmeriCup 2021, o principal torneio continental feminino. O objetivo da seleção treinada por José Neto é qualificar-se para o mundial de 2022, em Sidney (Austrália), sendo, para isso, necessário um lugar nos quatro primeiros da prova continental. “O Neto já me conhece e sabe o que eu posso fazer. A gente fica feliz. É sempre uma honra defender as cores do país”, afirma, feliz, a jogadora.

A brasileira olha, porém, mais longe e deseja marcar presença nos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris, cumprindo um sonho que lhe foi negado em 2016, no Rio de Janeiro, quando a papeira, uma infeção viral, a retirou da seleção. “Foi muito difícil ficar de hora à última hora”, recorda. “Senti bastante, mas quero disputar uns Jogos Olímpicos. É o meu sonho. É um auge para os atletas. Então vou em busca da minha vaga e fazer tudo para isso”.

Quem também acalenta esse desejo é o treinador Rui Costa, que vê em Tatiane uma “atleta de referência”, com “muita qualidade”, que foi um “pouco infeliz do ponto de vista físico” nesta época. “Pequenas lesões e não lhe permitiram estar sempre ao melhor nível. Ela própria confessou um bocadinho de frustração em relação a isso. Mas ficámos muito contentes por ela ter essa oportunidade de representar o Brasil, uma das seleções mais fortes a nível mundial”, afirma.