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A Época Desportiva mais longa de sempre está prestes a terminar…

José Carlos Novais
\ sexta-feira, junho 04, 2021
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Foi doloroso e até bastante penoso, sem dúvida, disputar os jogos à porta fechada, tendo apenas como testemunhas presenciais as bancadas vazias e tendo como “único” som, o do apito.

Para muitos considerada a época mais longa de sempre no mundo do futebol e em todos os desportos em geral. Questões relacionadas com a pandemia do Covid-19 obrigaram, por exemplo a paragem dos campeonatos de futebol amador e a uma reformulação dos mesmos para que ainda fosse possível a sua conclusão dentro dos prazos previamente estabelecidos.

Foi doloroso e até bastante penoso, sem dúvida, disputar os jogos à porta fechada, tendo apenas como testemunhas presenciais as bancadas vazias e tendo como “único” som, o do apito. Porém, como diria Fernando Pessoa, primeiro estranhou-se e depois entranhou-se, parecendo agora, o novo normal muito mais comum.

Para as equipas de arbitragem não foi certamente diferente. A adaptação na realização dos jogos sem os apupos dos adeptos, a “falta “ do vibrar das pessoas em volta de cada lance ajuizado com a certeza de sempre…estarem devidamente preparados para “acertar” cada lance com a mínima margem de erro sob pena de serem alvo das mesmas críticas já habituais na nossa realidade desportiva em Portugal, onde se pensa que desde que a minha equipa ganhe, está tudo bem.  

Como tudo na vida passa demasiado rápido, também os árbitros ainda não terminaram a sua época desportiva e rapidamente irão entrar numa outra.

A época 2021/2022 já está à porta com a realização de provas físicas e testes escritos, que irão ditar a nossa aptidão para arbitrar uma partida de futebol.

Do ponto de vista meramente desportivo, a temporada de 2020/21 foi, na melhor das hipóteses, de transição…E a próxima época, como será? Igualmente anormal, com uma interrupção a meio para deixar passar uma quarta onda de Covid-19? Ainda sem público a dar alma ao espetáculo nas competições amadoras? Sem a totalidade das equipas a competirem e alguns jogadores ainda com receio de competir? Com alguns agentes desportivos a adiarem os seus objetivos tendo como receio a contaminação do seu seio familiar? 

Infelizmente, estes cenários não podem considerar-se catastróficos. Antes fossem. Continuamos dependentes da vacina que, aparentemente, se encontra num bom ritmo de distribuição pela população. Tal como todos, também os árbitros anseiam um regresso à normalidade com todos os ingredientes de um jogo futebol.

 A batalha ainda não está ganha, mas com espírito de equipa e união estamos mais perto de uma grande Vitória.