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Balanços e desejos

Ricardo Freitas
\ segunda-feira, dezembro 27, 2021
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Nos últimos dias de cada ano é a ocasião em que tradicionalmente fazemos os respetivos balanços e em que formulamos desejos para o novo ano que se avizinha.

2021 foi o ano de regressar aos estádios sem limitações nas lotações, mas com regras de acesso que iam sendo compreensivelmente atualizadas conforme a evolução da pandemia. Neste balanço, a duas jornadas de completarmos a primeira volta, verificámos que o regresso dos adeptos aos estádios está muito longe do que todos desejamos. Nenhum clube em Portugal conseguiu até ao momento atingir o patamar dos 50% de ocupação média nos seus estádios. No D. Afonso Henriques estamos com uma média de ocupação de 33,96%. Para 2022, desejamos que os dirigentes da Liga Portugal e dos clubes tomem medidas para incentivar o regresso dos adeptos aos estádios, para bem dos clubes e do futebol português!

Foi também no decorrer deste ano que agora está prestes a terminar que a grande maioria dos adeptos se apercebeu do aberrante Cartão de Adepto. Apesar do Cartão de Adepto ter sido criado em setembro de 2019 (Lei n.º 113/2019) e regulamentado em junho de 2020 (Portaria n.º 159/2020), só com o regresso do público aos estádios é que este tema ganhou relevância e originou grandes discussões e perplexidades. Felizmente os adeptos ganharam esta batalha, faltando saber se ganharam a guerra. Recomendo, a quem ainda não o fez, a leitura do excelente artigo de opinião da Raquel Veiga publicado este mês no Tempo de Jogo. O desejo para a abolição deste infame cartão será felizmente uma realidade que veremos concretizada já no primeiro dia de 2022.

No que concerne ao universo Vitoriano, o ano de 2021 não vai deixar certamente muitas saudades. Desportivamente não atingimos a maioria dos objetivos, financeiramente fomos esmagados pela realidade dos números apresentados. Ainda tivemos de lidar com a inesperada e difícil perda de uma histórica figura do clube e da cidade, o nosso Neno.

Para 2022 o desejo pode ser de difícil concretização, mas é o óbvio. Vermos o nosso Vitória alcançar o sucesso desportivo, a estabilidade e sustentabilidade financeira e as bancadas do D. Afonso Henriques ficarem novamente repletas de paixão e alegria. Será ano de eleições, e entre os balanços e promessas habituais e normais destes atos, o maior desejo que posso formular é que os candidatos realizem uma campanha com elevação, respeito, esclarecedora, com pessoas e objetivos ao nível dos pergaminhos deste centenário clube.

A todos os leitores e colaboradores do Tempo de Jogo faço votos para um 2022 repleto de saúde, felicidade e muitos sucessos.

Saudações Vitorianas!