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Épico, épico! Simplesmente épico!

Ricardo Freitas
\ segunda-feira, setembro 13, 2021
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Ontem não perdemos dois pontos! Ontem ganhámos uma equipa e uma simbiose entre esta e os seus adeptos. Com esta atitude, mesmo nas derrotas, estes jogadores sentiram que nunca caminharão sós.

Nesta minha estreia no Tempo de Jogo tinha outro tema sobre o qual iria escrever e partilhar com os nossos estimados leitores. Contudo, perante todas as incidências do jogo deste último domingo, às quais quem tenha tido o privilégio de ter marcado presença no Estádio D. Afonso Henriques não terá ficado certamente indiferente, decidi que deveria reescrever este artigo, mesmo com a possibilidade de não conseguir cumprir com os prazos estabelecidos.

O que aconteceu nas últimas horas, foi simplesmente épico, conforme referiu (e bem) o nosso treinador Pepa. Ontem, comungámos o ser e sentir Vitória! Um grande clube não é feito apenas de grandes jogadores, pois se se limitar a isso, poderá ser, no máximo, uma grande equipa. Um grande clube existe pelos seus adeptos, que são e serão sempre o seu pilar.

Um adepto Vitoriano, muitas vezes, aplaude os seus jogadores após uma derrota e apupa após uma vitória. Porquê? Porque gostámos de ver bom futebol, um futebol em que o intuito é jogar sempre para ganhar, mas acima de tudo, queremos ver os nossos jogadores com raça, com ambição, com espírito de união e sacrifício. Queremos jogadores com um orgulho igual ao dos seus adeptos sempre que envergam a camisola que tem o primeiro Rei de Portugal ao peito. Queremos jogadores que sejam verdadeiros Conquistadores. Ontem tivemos o privilégio de ver e ter isso tudo.

Ontem não perdemos dois pontos! Ontem ganhámos uma equipa e uma simbiose entre esta e os seus adeptos. Com esta atitude, mesmo nas derrotas, estes jogadores perceberam e sentiram que nunca caminharão sós, pois estaremos sempre a apoiar, como escreveu o poeta José Luís Gordo no fado que Maria da Fé celebrizou: “Cantarei até que a voz me doa / Ao meu país, à minha terra, à minha gente”, e eu acrescento, ao meu Vitória!

Ver os adeptos Vitorianos, após um jogo que terminou empatado com uma modesta B-SAD, a não arredarem pé e a cantarem Vitória Até Morrer fez-me recuar ao pesaroso ano de 2006 e ao jogo contra o Estrela da Amadora, que confirmou a nossa descida de divisão, mas que também confirmou quão grande era e é o nosso Vitória.

Apesar do resultado, ontem deixei o estádio e regressei a casa com um sentimento de orgulho e respeito por todos aqueles jogadores.

Termino com duas breves notas:

  • No momento em que escrevo, é veiculada a boa notícia que o Rochinha já deixou o hospital, depois dos exames complementares terem concluído que está bem. Votos de uma rápida recuperação.

Ainda uma palavra de estima para o jogador da B-SAD, Tomás Ribeiro, que teve uma intervenção corajosa que poderá ter evitado males maiores e ter sido determinante para a recuperação do Rochinha.

  • Felicitar o nosso capitão André André pelos 150 jogos com a camisola do Vitória.

Saudações Vitorianas!