skipToMain
Siga-nos:

Exposição solar na prática desportiva ao ar livre

Miguel Ângelo Ribeiro
\ segunda-feira, julho 26, 2021
© Direitos reservados
A exposição solar, através da radiação ultravioleta (UV), é um dos fatores de risco mais importantes para o cancro de pele, tendo sido associada a diferentes tipos de lesões malignas e pré-malignas.

“Confinamento” e “ficar em casa” foram algumas das palavras de ordem nos últimos meses. No entanto, apesar do aligeirar de algumas das medidas de contenção, a COVID-19 continua a ser um inimigo público muito presente nas nossas vidas. A vacinação traz consigo a esperança de a podermos tornar uma doença mais ligeira e controlável, permitindo o retorno à nossa (nova) rotina. Durante a pandemia fomos privados de muitas coisas, entre as quais, a prática de atividade física, predominando os comportamentos sedentários. Aos poucos temos vindo a retomar alguns desses hábitos e o verão assume-se como uma excelente janela de oportunidade para a prática desportiva ao ar livre.

A exposição solar, através da radiação ultravioleta (UV), é um dos fatores de risco mais importantes para o cancro de pele, tendo sido associada a diferentes tipos de lesões malignas e pré-malignas. Vários estudos científicos demonstraram que a prática de atividade física ao ar livre expõe os atletas a doses muito elevadas de UV. Recorrentemente, os horários de treino e de competição coincidem com as horas de maior intensidade de radiação (12-16 horas) favorecendo esta situação. Um estudo de 2000, realizado com ciclistas durante a Volta à Suíça, mostrou que estes estiveram expostos a uma dose de radiação, durante o período da prova, 30 vezes superior à recomendada. Geralmente, quando pensamos em exposição solar e desporto temos tendência para pensar no atletismo e no ciclismo, no entanto, diversos estudos mostraram esta associação na generalidade dos desportos. Além disso, verificaram que mesmo as zonas do corpo aparentemente mais protegidas recebem doses de radiação solar consideráveis e pouco inferiores aos valores registados nas áreas mais expostas.

Frequentemente, os riscos da exposição solar são ignorados pelos atletas, quer profissionais ou amadores, resultando muitas vezes em queimaduras solares e em comportamentos que favorecem o aparecimento de lesões malignas no futuro. É essencial prevenir! O primeiro passo será entender a necessidade de não menosprezar a exposição solar e adotar cuidados, independentemente da duração e do tipo de treino ao ar livre e lembrando que nenhuma região do corpo deve ser descurada em relação à proteção contra a radiação UV. Sempre que possível, devemos optar por praticar a atividade física durante os períodos de menor intensidade da radiação. Da mesma forma, é fundamental a utilização de roupas que cubram uma área maior do corpo (não esquecer o chapéu), a aplicação regular de protetor solar com elevado índice de resistência à água e com fator de proteção alto (FPS ≥ 30), a utilização de óculos escuros, bem como beber água!