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Início de época e de decisões

Ricardo Freitas
\ segunda-feira, junho 27, 2022
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Após uma curta pausa, os trabalhos de preparação da nova época do Vitória SC já iniciaram, sendo que existem ainda muitas indefinições relativas ao plantel principal da equipa profissional de futebol.

A nova direção do clube, empossada recentemente, tem em mãos uma missão hercúlea de constituir um plantel forte e consistente na sua principal modalidade e simultaneamente recuperar o equilíbrio orçamental essencial para o futuro do clube.

As vendas e os empréstimos anunciados, assim como as poucas contratações até aqui conhecidas, confirmam a mais que anunciada perspetiva que a gestão desta primeira época terá de ser bastante rigorosa, prudente e um corte com um passado muito recente de uma gestão financeira e desportiva totalmente danosa e desajustada para a realidade do clube. Infelizmente, e não desejando obviamente a concretização dos piores cenários antes da época começar, paira no ar a sensação de que ainda iremos perder mais alguns jogadores de enorme valia desportiva e que com outra conjuntura teriam inclusive outra valia financeira. O Gui é um belo exemplo disso.

Estamos a sentir no presente o peso enorme das más decisões do passado e que nos obrigam a olhar para o futuro, pelo menos a curto prazo, com muita apreensão. Muitas das decisões que hoje estão a ser tomadas dão-nos a sensação de que seriam mais ponderadas e talvez distintas se não existisse a urgência de efetuarmos encaixes financeiros mínimos para continuarmos a respirar.

A extinção da equipa dos sub-23 ou o recente anúncio da reestruturação do basquetebol feminino, mais do que uma visão estratégica, demonstram a necessidade imperiosa de um corte nas despesas.

O Vitória é um clube eclético e acredito que a atual direção deseja que assim o continue a ser. Mas mais do que o clube possuir diversas modalidades para afirmar esse ecletismo, deverá repensar as modalidades como um todo, com um plano a longo prazo, em que acima de tudo estejam asseguradas condições favoráveis para os seus atletas, com uma aposta clara na formação nos diversos escalões, sendo esta a base para a constituição de plantéis séniores com qualidade.

Como sócio, prefiro ter um clube com poucas modalidades, mas com vários escalões de formação, com equipas competitivas e que enobrecem os pergaminhos do clube, do que ter mais de uma dezena de modalidades em que as condições proporcionadas aos atletas e posteriormente os respetivos resultados não dignificam o nosso emblema. Resumindo, prefiro seguir o sapiente provérbio popular: “Mais vale pouco e bom que muito e mau.”.

Resta-me desejar que o Vitória entre com o pé direito na 2.ª pré-eliminatória da UEFA Europa Conference League, no próximo dia 21 de julho, frente ao Puskás Akadémia FC e que o Estádio D. Afonso Henriques volte a encher-se de adeptos Vitorianos ávidos de bom futebol e de vitórias.

Saudações Vitorianas!