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Policiamento nos jogos

Alain Freitas
\ sexta-feira, setembro 24, 2021
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Este tema recorrente nos últimos anos desportivos vem colocar novamente em praça pública uma luta nomeadamente das equipas de arbitragem...

O comunicado Nº36 da AF Braga para a presente época desportiva 2021/2022 vem informar os seus clubes associados que participarão em provas oficiais de Seniores e Juniores, que no cumprimento da Lei em vigor, não é obrigatória a requisição de força policial (G.N.R. e P.S.P.), salvo regulamento específico.

Este tema recorrente nos últimos anos desportivos vem colocar novamente em praça pública uma luta nomeadamente das equipas de arbitragem para que os jogos sejam realizados com as melhores condições de segurança e devidamente acompanhados a quem estes reconhecem máxima autoridade, sendo eles GNR ou PSP. 

No caso dos clubes não efetuarem a sua requisição, ficará ao seu critério assegurar a presença de ARD (Assistente de Recinto Desportivo) de empresa de segurança privada devidamente certificada nos termos da Lei, ou nomear PCS (Posto de Contato de Segurança) devidamente indicados pelos próprios Clubes, sim próprios clubes leu bem.

Ora indo ao encontro do que foi dito anteriormente, existem questões que se podem levantar, a segurança aos jogos será com a mesma qualidade e em que condições? Existirão um maior ou menor número de associados? O público reconhecerá estas autoridades? Até que ponto…? Outras questões poderiam entrar nesta equação, questões as quais presumivelmente só na prática e após a realização dos jogos as respostas e as conclusões poderão ser devidamente descortinadas…

Como em todas as atividades a segurança e o bem-estar são fatores primordiais para a realização com sucesso das mesmas e deste modo, os árbitros para puderem desempenhar as suas funções de uma forma tranquila, precisam de segurança como qualquer um de nós nas nossas atividades e profissões. Precisam de estar tranquilos, é isso simplesmente que a arbitragem pede.

A falta de policiamento nos recintos desportivos é o principal motivo para a pouca segurança que os árbitros sentem em cada jogo porém cabe aos clubes e seus dirigentes assumirem também as responsabilidades e serem os primeiros a tomarem o bom exemplo dentro e fora do terreno de jogo com atitudes e práticas que seria de salutar acima de tudo os bons valores e a missão que o desporto e o futebol nos deve proporcionar, tais como fair play, ética, respeito espirito de solidariedade, tolerância para com o próximo pelo que vale a pena que quem de direito reflita sobre o que está em cima da mesa e não espere que aconteça o pior para tomar as medidas necessárias.

Reforçamos que estaremos sempre disponíveis para o diálogo e o encontro de soluções conjuntas.