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Precisamos de adeptos nos estádios

Ricardo Freitas
\ terça-feira, novembro 30, 2021
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Creio que a maioria dos dirigentes desportivos foram demasiado otimistas e quiseram acreditar que após quase ano e meio em que os adeptos tiveram impedidos de ir aos estádios, o seu regresso seria quase automático, já que estariam ávidos de ir ao estádio para ver o seu clube.

As notícias pouco animadoras sobre o contexto epidemiológico e o regresso da situação de calamidade têm como consequência o agravar das medidas de restrição no acesso aos eventos, nomeadamente, os desportivos.

A partir de 01 de dezembro, um adepto que deseje ir ao estádio terá de ter o certificado digital COVID e cumulativamente um comprovativo da realização laboratorial de teste com resultado negativo. Esta nova medida terá certamente repercussões na afluência de público nos estádios, sendo mais um entrave, o que irá obrigar os clubes a serem mais ativos e assertivos, pois se o panorama nacional já não era famoso antes da pandemia, os dados desta época são pouco animadores.

Creio que a maioria dos dirigentes desportivos foram demasiado otimistas e quiseram acreditar que após quase ano e meio em que os adeptos tiveram impedidos de ir aos estádios, o seu regresso seria quase automático, já que estariam ávidos de ir ao estádio para ver o seu clube. A realidade ultrapassou completamente esta ficção!

Apesar de não existir atualmente uma redução da lotação permitida nos estádios, verificamos que o jogo com maior assistência foi na 11ª jornada, com 40.577 espetadores, num Benfica x Braga, no estádio da Luz.

O nosso Vitória continua a ocupar esta época o 4º lugar no ranking de espetadores. Mas esta posição, que se vem mantendo inalterada ao longo das últimas épocas, não pode deixar os dirigentes Vitorianos e os seus adeptos acomodados ou tranquilos. Não tendo os dados atualizados do número de sócios Vitorianos com as quotas regularizadas e o número de lugares anuais já vendidos, podemos aferir que o jogo no D. Afonso Henriques com maior assistência foi um Vitoria x Benfica com 14.222 espetadores.

Nas 3 épocas pré-pandemia entre 2016 e 2019, a taxa média de ocupação no nosso estádio foi de aproximadamente 60%. Hoje, cifra-se nuns preocupantes 36,11%. A questão que me assola é se esta redução na assistência não está diretamente relacionada com uma diminuição elevada do número de sócios e venda de lugares anuais.

Se é verdade que esta fraca afluência de público não afeta apenas o nosso Vitória, é prioritário agir e encontrar soluções, principalmente quando teremos mais um entrave para assistir aos jogos.

O nosso presidente, Miguel Pinto Lisboa, numa conferência de imprensa no final de um jogo afirmou, num outro contexto, que “o futebol precisa dos adeptos, precisa da força emocional que os adeptos transportam para o jogo, temos que valorizar a sua presença e não a colocar em causa”. Subscrevo esta afirmação na íntegra.

Por isso, urge atuar para que no meio de tantas dificuldades que o clube vive, não acrescentemos mais uma.

Mais do que uma questão financeira, é importante recuperar estes sócios entretanto “perdidos”, para que não se percam para sempre, pois a vitalidade de um clube depende deles!

E seguramente com mais sócios, as assistências de outrora no D. Afonso Henriques estarão mais perto!